Mostrando postagens com marcador Papa. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Papa. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

PALAVRA DO PAPA

É o Espírito e não as licenciaturas a dar identidade ao cristão


O Evangelho do dia apresenta-nos Jesus que ensinava em Cafarnaum e fazia-o, segundo o texto sagrado, “com autoridade” e todos “estavam maravilhados com o seu ensino”. Partindo desta passagem o Papa Francisco afirmou que Cristo não era um pregador comum, porque a sua autoridade vinha da “unção especial do Espírito Santo” para trazer a liberdade e a salvação. E o Papa Francisco citou também a leitura de S. Paulo aos Coríntios para lançar uma questão: Qual é a nossa identidade de cristãos?

“ E nós podemos perguntar-nos qual é a nossa identidade de cristãos? E Paulo hoje di-lo bem. ‘Destas coisas – diz Paulo - nós falamos não com palavras sugeridas pela sabedoria humana’. A pregação de Paulo não é porque fez um curso na Lateranense, ou na Gregoriana... Não! Sabedoria humana, não! Mas sim ensinai do Espírito: Paulo pregava com a unção do Espírito, exprimindo coisas espirituais do Espírito em termos espirituais. Mas o homem deixado às suas próprias forças não compreende as coisas do Espírito de Deus: o homem sozinho não pode compreender isto!

“Nós temos o pensamento de Cristo, ou seja, o Espírito de Cristo. Esta é a identidade cristã. Não ter o Espírito do mundo, aquele modo de pensar, aquele modo de julgar... Tu podes ter cinco licenciaturas em teologia, mas não ter o Espírito de Deus! Talvez tu sejas um grande teólogo, mas não és um cristão, porque não tens o Espírito de Deus! Aquilo que dá autoridade e identidade é a unção do Espírito Santo.”

O Santo Padre concluiu a sua homilia dizendo que o povo não amava os pregadores e doutores da lei, porque mesmo que falassem de teologia não chegavam ao coração, não estavam ungidos pelo Espírito Santo. E a autoridade de Cristo vem precisamente da capacidade de compreender as coisas do Espírito e de falar a língua do Espirito, afirmou o Papa Francisco:

“ A autoridade de Jesus – e a autoridade do cristão – vem precisamente desta capacidade de perceber as coisas do Espírito, de falar a língua do Espírito. Vem desta unção do Espírito Santo. E tantas vezes nós encontramos entre os nossos fieis, velhinhas que não terminaram a escola primária mas que te falam destas coisas melhor do que um teologo, porque têm o Espirito Santo. Aquilo que tem S. Paulo. E todos nós devemos pedir isto. Senhor dá-nos a identidade cristã, aquela que tu tinhas. Dá-nos o Teu Espírito. Dá-nos o Teu modo de pensar, de sentir de falar: Senhor dá-nos a unção do Espirito Santo.” (RS)

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Sudanesa condenada por conversão ao cristianismo chega aos EUA
Mariam Ibrahim se reuniu com prefeito de Filadélfia.
Condenação foi suspensa pelo Sudão após comoção internacional.
A mulher sudanesa que foi condenada à morte por se converter do islamismo ao cristianismo, e que foi detida depois que a condenação foi anulada, chegou aos Estados Unidos nesta quinta-feira.
Mariam Yahya Ibrahim, de 27 anos, chegou aos EUA no Aeroporto Internacional da Filadélfia, onde se reuniu brevemente com o prefeito daquela cidade, Michael Nutter.
"Está muito claro que ela é uma mulher extremamente forte", Nutter disse a repórteres depois de cumprimentar a sudanesa. "Ibrahim é uma combatente pela liberdade do mundo."
A justiça sudanesa a havia condenado à pena de morte por infidelidade ao Islã, em virtude da interpretação sudanesa da sharia (lei islâmica) vigente no país desde 1983, que proíbe as conversões para outras religiões.
Mariam diz ter nascido cristã e criada como cristã por uma família etíope no Sudão, e mais tarde sequestrada por uma família muçulmana sudanesa.
Ela deve chegar a Manchester, em New Hampshire, onde tem parentes, disse o cunhado dela, Gabriel Wani, em uma entrevista por telefone.
"Estou muito feliz", disse Wani enquanto esperava Ibrahim no aeroporto de Manchester. "Eu estive esperando por isso por um longo tempo."
A sentença contra Meriam, que na época estava grávida e deu à luz na prisão, gerou críticas internacionais que levaram à sua soltura e ao cancelamento da pena. Posteriormente, ela voltou a ser detida ao tentar deixar o Sudão.
Depois de sua segunda libertação, ela se refugiou na representação diplomática americana.
Na semana passada Ibrahim foi a Roma, onde se encontrou com o Papa Francisco, juntamente com seu marido e dois filhos.
Não foram divulgados detalhes sobre sua ida à Itália, mas um oficial sudanês afirmou que ela foi liberada pelo governo. “As autoridades não a impediram de partir já que era sabido e foi aprovado com antecedência”, disse a autoridade à Reuters.


sexta-feira, 18 de julho de 2014


  Ordenação de mulheres        (Nota da Igreja)



Algumas pessoas me perguntam se a decisão da Igreja de não ordenar mulheres, confirmada pelo Papa João Paulo II na Carta Apostólica Ordinatio Sacerdotalis (22 maio 1994), se é definitiva e válida para sempre. A Congregação da Doutrina da Fé do Vaticano foi consultada sobre esta questão, e respondeu que SIM. Portanto, a discussão desse assunto deve ser encerrada na Igreja, e os católicos e católicas devem aceitar na “obediência da fé” (Rom 1,5) esse ponto de doutrina que o Papa e o magistério da Igreja definiram como verdade de fé. Sugiro que os fiéis leiam a importante Carta Apostólica do Papa João Paulo II sobre a dignidade e a vocação da mulher: “Mulieris Dignitatem”, para melhor entender o assunto.
Em 28/10/95 esta Congregação emitiu uma Nota que confirma o caráter definitório e irrevogável do pronunciamento do S. Padre João Paulo II. O Papa afirmou que segundo a Sagrada Escritura e a Tradição da Igreja, em relação ao sacramento da Ordem, nem Jesus Cristo nem algum sucessor de Apóstolo conferiu a ordenação sacerdotal a mulheres, tanto entre os cristãos ocidentais como entre os orientais. O Papa se baseou no procedimento do próprio Cristo, que não chamou mulheres para a Última Ceia (na qual instituiu e conferiu o sacramento da Ordem). Segundo ele a Igreja não tem autorização para mudar este ponto. Eis o que disse o Papa João Paulo II: “Para que seja excluída qualquer dúvida em assunto da máxima importância, que pertence à própria constituição da Igreja divina, em virtude do meu ministério de confirmar os irmãos (cf. Lc 22, 32), declaro que a Igreja não tem absolutamente a faculdade de conferir a ordenação sacerdotal às mulheres, e que esta sentença deve ser considerada como definitiva por todos os fiéis da Igreja”. A decisão do Papa, por mais precisa que fosse, deixou margem a dúvidas sobre o caráter revogável ou não de tal sentença. As dúvidas foram levadas à Congregação para a Doutrina da Fé, que em Nota datada de 28/10/95, respondeu em favor da irrevogabilidade da sentença. Em seguida publicamos o texto em que a autoridade competente explicita o sentido da Declaração do Papa. Dúvida: “Se a doutrina segundo a qual a Igreja não tem faculdade de conferir a ordenação sacerdotal às mulheres, proposta como definitiva na Carta Apostólica “Ordinatio sacerdotalis”, deve ser considerada pertencente ao depósito da fé.” Resposta: Afirmativa.“Esta doutrina exige um assentimento definitivo, já que, fundada na Palavra de Deus escrita e constantemente conservada e aplicada na Tradição da Igreja desde o início, é proposta infalivelmente pelo magistério ordinário e universal (cf. Conc. Vaticano II, Const. dogm. Lumen gentium, 25, 2). Portanto, nas presentes circunstâncias, o Sumo Pontífice, no exercício de seu ministério próprio de confirmar os irmãos (cf. Lc 22, 32), propôs a mesma doutrina, com uma declaração formal, afirmando explicitamente o que deve ser mantido sempre, em todas as partes e por todos os fiéis, enquanto pertencente ao depósito da fé.” O Sumo Pontífice João Paulo II, durante a Audiência concedida ao abaixo-assinado Cardeal Prefeito, aprovou a presente Resposta, decidida na reunião ordinária desta Congregação, e ordenou sua publicação.Roma, da Sede da Congregação para a Doutrina da Fé, aos 28 de outubro de 1995.+ JOSEPH Cardeal RATZINGER – Prefeito/+ TARCÍSIO BERTONE – Secretário

Fonte: Revista “Pergunte e Responderemos”: N. 407/1996, pp. 153-155; e N. 492/2003, p. 266.
A Nota da Congregação para a Doutrina da Fé transcrita cita a Constituição Lumen Gentium nº 25, que reza o seguinte:“A infalibilidade da qual quis o Divino Redentor estivesse sua Igreja dotada ao definir doutrina de fé e Moral, tem a mesma extensão do depósito da Revelação Divina, que deve ser santamente guardado e fielmente exposto. Esta é a infalibilidade de que goza o Romano Pontífice, o Chefe do Colégio dos Bispos, em virtude de seu cargo, quando, com ato definitivo, como Pastor e Mestre Supremo de todos os fiéis que confirma seus irmãos na fé (cf. Lc 22, 32), proclama uma doutrina sobre a fé e os costumes. Esta é a razão por que se diz que suas definições são irreformáveis por si mesmas e não em virtude do consentimento da Igreja, pois são proferidas com a assistência do Espírito Santo a ele prometida na pessoa do Bem-aventurado Pedro. E por isto não precisam da aprovação de ninguém nem admitem apelação a outro tribunal. Pois neste caso o Romano Pontífice não se pronuncia como pessoa particular, mas expõe ou defende a doutrina da fé católica como Mestre supremo da Igreja universal, no qual, de modo especial, reside o carisma da infalibilidade da própria Igreja”. “São estes conceitos que fundamentam o caráter definitório e irrevogável da Carta Apostólica Ordinatio Sacerdotalis. Deve-se ainda enfatizar que a posição assumida pela Igreja Católica não implica depreciação da mulher, pois, na verdade, o sacerdócio é uma função de serviço muito mais do que uma honra ou promoção. O único carisma que realmente se deve almejar, é o agape ou o amor cristão (cf. 1Cor 13, 1-13). Na sua Carta Apostólica sobre a Dignidade da Mulher (15/08/1988) o S. Padre lembra que o homem e a mulher são diferentes e complementares entre si, de modo que têm suas funções específicas tanto na sociedade civil como na Igreja; os maiores no Reino dos Céus não são os ministros, mas são os Santos. De resto, observa S. Santidade que à mulher foca um papel de preeminência sobre o homem, que é o de educar o futuro cidadão, talvez chefe e dirigente de projeção na sociedade. Nunca o homem poderá retribuir à mulher que ela assim lhe presta; cf. nº 18.” (D. Estevão Bettencourt)


Prof. Felipe Aquino – www.cleofas.com.br

sábado, 5 de julho de 2014

PALAVRA DO PAPA



DISCURSO
Papa Francisco fala aos participantes do
37ª Convocação Nacional da Renovação Carismática Católica
Domingo, 1º de junho de 2014
Boletim da Santa Sé
Tradução: Liliane Borges

Agradeço a Renovação no Espírito, o I’CCRS e a Fraternidade Católica, por este encontro com vocês, que me dá tanta alegria. Agradeço também a presença dos primeiros que tiveram uma forte experiência do poder do Espírito Santo, creio que a Paty esteja aqui… Vocês, Renovação Carismática, receberam um grande presente do Senhor. Vocês nasceram de um desejo do Espírito Santo como “uma corrente de graça” na Igreja e para a Igreja. É isto que os define: “uma corrente de graça”. O primeiro dom do Espírito Santo, qual é? O dom de si mesmo, que é amor e te faz apaixonar-se por Jesus. E este amor muda a vida. Por esta razão, se diz “nascer de novo para a vida no Espírito”. Como Jesus disse a Nicodemos. Vocês receberam o grande dom da diversidade dos carismas, a diversidade que leva à harmonia do Espírito Santo, ao serviço da Igreja. Quando penso em vocês carismáticos, me vem a mesma imagem da Igreja, mas de um modo particular: penso em uma grande orquestra, na qual, cada instrumento é diferente do outro, e também as vozes são diferentes, mas todos são necessários para a harmonia da música. São Paulo nos diz, no capítulo 12 da Primeira Carta aos Coríntios. Portanto, como é uma orquestra, ninguém na Renovação pode pensar em ser mais importante ou maior que o outro, por favor ! Porque, quando alguém de vocês pensa que é mais importante que o outro, maior que o outro, começa a peste! Ninguém pode dizer: “Eu sou o chefe”. Vocês, como toda a Igreja, tem um só chefe, um só Senhor: o Senhor Jesus. Repitam comigo: Quem é o chefe da Renovação? O Senhor Jesus! Quem é o chefe da Renovação? (Os participantes repetem) O Senhor Jesus! E podemos dizer isso com a potência que nos dá o Espírito Santo, porque ninguém pode dizer: “Jesus é o Senhor”, sem o Espírito Santo.





terça-feira, 1 de julho de 2014

PALAVRA DO PAPA



HOMILIA DO PAPA FRANCISCO
Solenidade dos santos apóstolos Pedro e Paulo
Basílica Vaticana
Domingo, 29 de junho de 2014

   Na solenidade dos Apóstolos São Pedro e São Paulo, patronos principais de Roma, é com alegria e gratidão que acolhemos a Delegação enviada pelo Patriarca Ecuménico, o venerado e amado irmão Bartolomeu, guiada pelo Metropolita Ioannis. Pedimos ao Senhor que possa, também esta visita, reforçar os nossos laços fraternos no caminho rumo à plena comunhão entre as duas Igrejas irmãs, por nós tão desejada.
   «O Senhor enviou o seu anjo e me arrancou das mãos de Herodes» (Act 12, 11). Nos primeiros tempos do serviço de Pedro, na comunidade cristã de Jerusalém havia grande apreensão por causa das perseguições de Herodes contra alguns membros da Igreja. Ordenou a morte de Tiago e agora, para agradar ao povo, a prisão do próprio Pedro. Estava este guardado e acorrentado na prisão, quando ouve a voz do Anjo que lhe diz: «Ergue-te depressa! (…) Põe o cinto e calça as sandálias. (…) Cobre-te com a capa e segue-me» (Act 12, 7-8). Caiem-lhe as cadeias, e a porta da prisão abre-se sozinha. Pedro dá-se conta de que o Senhor o «arrancou das mãos de Herodes»; dá-se conta de que Deus o libertou do medo e das cadeias. Sim, o Senhor liberta-nos de todo o medo e de todas as cadeias, para podermos ser verdadeiramente livres. Este facto aparece bem expresso nas palavras do refrão do Salmo Responsorial da celebração litúrgica de hoje: «O Senhor libertou-me de toda a ansiedade».
   Aqui está um problema que nos toca: o problema do medo e dos refúgios pastorais.
   Pergunto-me: Nós, amados Irmãos Bispos, temos medo? De que é que temos medo? E, se o temos, que refúgios procuramos, na nossa vida pastoral, para nos pormos a seguro? Procuramos porventura o apoio daqueles que têm poder neste mundo? Ou deixamo-nos enganar pelo orgulho que procura compensações e agradecimentos, parecendo-nos estar seguros com isso? Amados Irmãos Bispos, onde pomos a nossa segurança?
    O testemunho do apóstolo Pedro lembra-nos que o nosso verdadeiro refúgio é a confiança em Deus: esta afasta todo o medo e torna-nos livres de toda a escravidão e de qualquer tentação mundana. Hoje nós – o Bispo de Roma e os outros Bispos, especialmente os Metropolitas que receberam o Pálio – sentimos que o exemplo de São Pedro nos desafia a verificar a nossa confiança no Senhor.
Pedro reencontrou a confiança, quando Jesus lhe disse por três vezes: «Apascenta as minhas ovelhas» (Jo 21, 15.16.17). Ao mesmo tempo ele, Simão, confessou por três vezes o seu amor a Jesus, reparando assim a tríplice negação ocorrida durante a Paixão. Pedro ainda sente queimar dentro de si a ferida da desilusão que deu ao seu Senhor na noite da traição. Agora que Ele lhe pergunta «tu amas-Me?», Pedro não se fia de si mesmo nem das próprias forças, mas entrega-se a Jesus e à sua misericórdia: «Senhor, Tu sabes tudo; Tu bem sabes que eu sou deveras teu amigo!» (Jo 21, 17). E aqui desaparece o medo, a insegurança, a covardia.
    Pedro experimentou que a fidelidade de Deus é maior do que as nossas infidelidades, e mais forte do que as nossas negações. Dá-se conta de que a fidelidade do Senhor afasta os nossos medos e ultrapassa toda a imaginação humana. Hoje, Jesus faz a mesma pergunta também a nós: «Tu amas-Me?». Fá-lo precisamente porque conhece os nossos medos e as nossas fadigas. E Pedro indica-nos o caminho: fiarmo-nos d’Ele, que «sabe tudo» de nós, confiando, não na nossa capacidade de Lhe ser fiel, mas na sua inabalável fidelidade. Jesus nunca nos abandona, porque não pode negar-Se a Si mesmo (cf. 2 Tm 2, 13). È fiel. A fidelidade que Deus, sem cessar, nos confirma também a nós, Pastores, independentemente dos nossos méritos, é a fonte de nossa confiança e da nossa paz. A fidelidade do Senhor para connosco mantém sempre aceso em nós o desejo de O servir e de servir os irmãos na caridade.
     E Pedro deve contentar-se com o amor de Jesus. Não deve ceder à tentação da curiosidade, da inveja, como quando perguntou a Jesus, ao ver ali perto João: «Senhor, e que vai ser deste?» (Jo 21, 21). Mas Jesus, perante estas tentações, responde-lhe: «Que tens tu com isso? Tu segue-Me!» (Jo 21, 22). Esta experiência de Pedro encerra uma mensagem importante também para nós, amados irmãos Arcebispos. Hoje, o Senhor repete a mim, a vós e a todos os Pastores: Segue-Me! Não percas tempo em questões ou conversas inúteis; não te detenhas nas coisas secundárias, mas fixa-te no essencial e segue-Me. Segue-Me, não obstante as dificuldades. Segue-me na pregação do Evangelho. Segue-Me no testemunho duma vida que corresponda ao dom de graça do Baptismo e da Ordenação. Segue-Me quando falas de Mim às pessoas com quem vives dia-a-dia, na fadiga do trabalho, do diálogo e da amizade. Segue-Me no anúncio do Evangelho a todos, especialmente aos últimos, para que a ninguém falte a Palavra de vida, que liberta de todo o medo e dá a confiança na fidelidade de Deus. Tu segue-Me”!
WEB FONTE: http://papa.cancaonova.com/homilia-do-papa-na-solenidade-de-sao-pedro-e-sao-paulo/

segunda-feira, 2 de junho de 2014



CONHEÇA O TESTEMUNHO PESSOAL DO FREI RANIERO CANTALAMESSA 
(Pregador Oficial do Vaticano e do Papa)


Sinais de Pentecostes


No início, Adão era uma estátua de barro, porém Deus soprou sobre ele um espírito de vida e ele se tornou um ser vivo. Muito tempo depois, o Espírito de Deus veio sobre Maria e nela apareceu uma nova vida, a vida do novo Adão; a vida deu um grande salto de qualidade! Mais tarde, o Espírito de Deus veio ao sepulcro de Cristo e o reanimou e fez Jesus retornar à vida. Mais uma vez, o Espírito veio sobre os apóstolos, em Pentecostes, e encontrou um punhado de homens temerosos, medrosos, inertes como Adão quando era uma estátua de barro e, com suas línguas de fogo, o Espírito fez aparecer a Igreja, corpo vivo de Cristo. Nós, que somos a Igreja, somos corpo vivo de Cristo pelo Espírito Santo.A cada Eucaristia, o Espírito Santo desce sobre o altar e transforma o pão e o vinho em corpo e sangue vivo de Cristo. E um dia, no fim do mundo, o Espírito virá e dará vida aos nossos corpos mortais e nos fazer ressurgir para a vida eterna.

De Saulo a Paulo

Agora vou lhes contar sobre a vida nova que o Espírito Santo me deu. Até 1975, eu era um frade capuchinho que ensinava História das Origens Cristãs na Universidade de Milão, na Itália. Um dia, comecei a escutar pessoas que falavam de uma nova forma de rezar. Uma senhora, de quem eu era diretor espiritual, voltando de um retiro disse-me: “Encontrei pessoas que rezam de um modo estranho: levantam as mãos, batem palmas, são muito alegres e dizem que entre eles milagres acontecem”. Então eu lhe disse “Nunca mais irás a essa casa de retiros”. Esses dos quais aquela senhora falava eram carismáticos. Comecei a observá-los e via que algo daquilo que acontecia entre esses irmãos era exatamente aquilo que lemos nas primeiras comunidades cristãs. Eu não podia negar que havia algo daqueles primórdios da Igreja, contudo havia fenômenos que me perturbavam, como falar em línguas, abraçar-se, profetizar… Certo dia, fui quase forçado a um encontro carismático. Lá fui tomado de uma intensa e nova alegria, que não sabia explicar. Sentia-me sacudido. E, confessando as pessoas, percebia nelas um arrependimento novo, profundo. Eu podia ver e até tocar a graça de Deus. Mas continuava como um observador. Em 1977, ganhei uma passagem para ir aos Estados Unidos, assistir à grande assembleia carismática ecumênica. Dentro de mim, dizia: “Isto vem de Deus, mas não me agrada”. E as 40 mil pessoas presentes ali cantavam: “Jericó deve cair”. Os meus colegas italianos me diziam: “Escuta bem, porque Jericó és tu”. Eles tinham razão, e Jericó caiu. Depois do encontro fomos a uma comunidade carismática em New Jersey, onde aceitei receber a efusão do Espírito Santo, mas ainda com certa resistência. Um dos sinais do Pentecostes é Deus falar através dos humildes. Quando as pessoas rezavam por mim, todas as palavras proféticas pronunciadas falavam de evangelização, de Paulo que com Barnabé inicia suas viagens apostólicas, e um irmão proclamou: “Tu provarás de uma alegria nova em proclamar minha Palavra”. Um detalhe importante é que enquanto se reza para que alguém receba a efusão do Espírito, se diz: “Escolhe Jesus como Senhor da tua vida” e, enquanto me diziam estas palavras, levantei os olhos e vi o crucifixo que estava sobre o altar da capela. Era como se Ele me esperasse para me dizer algo muito importante: “Atenção! Raniero, cuidado! Este é o Jesus que tu escolhes como teu Senhor, o Crucificado. Não é um Jesus fácil, sentimental”. Nesse momento, entendi que a RCC não é um fenômeno superficial, mas algo que nos leva diretamente ao coração do Evangelho, à cruz de Cristo. Comecei a ler o breviário experimentando algo novo. Vocês sabem que um dos frutos mais evidentes do Espírito é abrir a nossa inteligência para entender as Escrituras. Outro sinal da transformação que o Espírito operara em mim era o novo desejo de rezar. Três meses depois voltei à Itália e os meus irmãos diziam: “Que milagre! Mandamos à América Saulo e nos mandaram de volta Paulo”. Pouco tempo depois, enquanto rezava com um grupo de oração em Milão, surpreendi-me fazendo a oração: “Senhor, não permita que eu morra como um professor universitário aposentado!” E o Senhor levou a sério minha oração. Algumas semanas depois, rezando na cela de meu convento, tive a moção interior de visualizar Jesus que retornava do batismo no Jordão e começava a pregar o Reino de Deus, e ao passar por mim Ele dizia: “Se queres me ajudar a proclamar o Reino de Deus, deixa tudo e vem!” Compreendi que Ele queria dizer: “Deixa tua cátedra na Universidade, tua direção de Departamento e te tornes um pregador itinerante da Palavra de Deus, no estilo de São Francisco de Assis”. E ao final daquela oração o Espírito havia colocado em meu coração um “sim”. Fui ao meu superior geral dizer-lhe que me sentia chamado pelo Senhor. Ele me pediu para esperar um ano. Depois de um ano, ele disse: “Sim, é vontade de Deus, vá”. Assim, tornei-me pregador. Foi o Espírito Santo e a experiência carismática que fizeram deste velho professor universitário um pregador do Evangelho.

A Casa Pontifícia

Três meses depois, recebi um telefonema de Roma, do meu superior geral que me dizia que o Santo Padre, João Paulo II, havia me escolhido como pregador da Casa Pontifícia. O Papa, com tudo o que tem para fazer, cada sexta-feira de manhã, durante a Quaresma e o Advento, deixa tudo e vem escutar a pregação de um frade capuchinho. Quantos de nós vão escutar pregações como o Papa? Ele não falta nunca. Certa vez, estando em viagem pela América Central, faltou a duas pregações; na sexta-feira seguinte, foi ao meu encontro e pediu desculpas por ter faltado a duas pregações.

O testemunho pessoal de Raniero Cantalamessa


Foi-me dada a oportunidade de fazer ressoar ali, no centro da Igreja, o que o Espírito Santo está fazendo na Igreja. O Senhor escolheu esse pobre frade capuchinho para fazer chegar ao coração da Igreja aquilo que vivemos aqui, esta força, esta esperança, esta certeza de que o Espírito Santo realizou um novo Pentecostes na Igreja. Um dia, entendi que era hora de falar ao Papa, aos Cardeais, aos Bispos sobre a efusão no Espírito. Entre outras coisas, eu disse: “Alguns dizem que tendo recebido o Espírito Santo na Ordenação, no Batismo, não temos necessidade desta oração pedindo a efusão no Espírito, mas Jesus não poderia responder: “Eu também não estava cheio do Espírito desde o nascimento de Maria, e mesmo assim fui ao Jordão para ser batizado por um leigo que se chamava João Batista?” No final da pregação, eu tinha um certo temor e veio ao meu encontro um Cardeal que me disse: “Hoje, nesta sala, ouvimos falar o Espírito Santo”. O Santo Padre também sabe de minha experiência, pois lhe contei pessoalmente. Mesmo assim, já faz mais de 20 anos, e ele não me mandou embora. E aquilo que vocês encontram nos meus livros, quase tudo foi escutado antes pelo Papa. Quero lhes contar um último detalhe que nos faz conhecer a grande paciência do Santo Padre e o seu imenso amor pela palavra de Deus. Uma vez por ano devo fazer a pregação, na Basílica de São Pedro, com o Papa que preside a celebração. É porém a única vez que não é ele quem prega. Lida a narração da Paixão, é o pregador da Casa Pontifícia quem deve subir ao altar do Papa e pregar. Na primeira vez, os degraus me pareciam mais altos que o monte Evereste. Falando na Basílica, dei-me conta de que deveria falar muito lentamente, porque há uma grande ressonância. Mas, falando lentamente, o tempo passava e ultrapassou em cerca de dez minutos o tempo previsto. Vocês sabem que imediatamente após essa pregação, toda sexta-feira da Paixão, o Papa vai ao Coliseu fazer a via-sacra, e o secretário, naturalmente, estava muito nervoso e olhava o relógio de vez em quando. No dia seguinte, disse às freiras que depois daquela função, o Papa o chamou e, com muita gentileza, disse: “Quando um homem de Deus fala, nunca devemos olhar o relógio”.

Coragem, e ao trabalho!

No dia em que meu superior me permitiu iniciar essa vida nova, no ofício das leituras havia um texto do profeta Ageu: “Coragem, Josué, sumo sacerdote, coragem Zorobabel, coragem todo o povo deste país, e ao trabalho. Coragem porque eu estou convosco, diz o Senhor” (Ag 2,4). Lida essa passagem, fui à Praça de São Pedro e, olhando para a janela do Papa, comecei a gritar: “Coragem João Paulo II, mesmo se sabemos que és o homem mais corajoso do mundo; coragem Cardeais e Bispos, e ao trabalho, porque eu estou convosco, diz o Senhor”. Isso era fácil, pois não tinha ninguém lá, mas três meses depois eu me encontrava diante do Santo Padre e dos Cardeais e Bispos, e proclamei novamente aquela palavra de Ageu.
Hoje, anuncio estas palavras também a vocês: coragem, povo de Deus, e ao trabalho, à evangelização, à renovação da Igreja, porque eu estou convosco, diz o Senhor!
Fonte: CANTALAMESSA, Raniero. Ungidos pelo poder do Espírito. São Paulo: Loyola, 2002, p. 145-151




segunda-feira, 19 de maio de 2014

PALAVRA DO PAPA



“Estes cristãos que são fechados, são enjaulados, estes cristãos tristes… não são livres. Por que? Porque têm medo da liberdade do Espírito Santo, que vem transmitida na pregação. E isto é o escândalo da pregação, da qual falava São Paulo: o escândalo da pregação que termina no escândalo da Cruz. Escandaliza que Deus nos fale através de homens com limites, homens pecadores: escandaliza! E escandaliza mais ainda que Deus nos fale e nos salve através de um homem que diz que é o Filho de Deus mas termina como um criminoso. Isso escandaliza”.

sábado, 10 de maio de 2014

DIA DAS MÃES

Papa diz que Deus ama e compreende como uma mãe
O Papa Francisco disse que Deus ama e compreende o sofrimento dos Homens como uma mãe faz com os seus filhos, retomando o tema da "maternidade" de Deus.
Diante de dezenas de milhares de fiéis presentes na Praça de São Pedro, o Papa disse que o sentimento de compaixão expresso por Cristo nos Evangelhos se refere "ao ventre materno".
"Uma mãe, de facto, sente uma reação especial ao sofrimento dos seus filhos", afirmou, concluindo "É assim que Deus nos ama."
No passado, muitos papas (como João Paulo I) evocaram a "maternidade" de Deus. Comentários que surpreenderam e que não foram bem recebidos por todos, numa instituição dominada pelo sexo masculino e onde Deus costuma ser representado com a imagem de um homem de idade.
O atual Papa ficou marcado na infância pelo testemunho de fé da mãe e da avó. As mulheres "tiveram e ainda têm um papel especial" a desempenhar para "abrir as portas do Senhor", afirmou no passado o argentino Jorge Bergoglio.


FELIZ DIA DAS MÃES,DEUS LHES ABENÇÕEM...

terça-feira, 6 de maio de 2014

PALAVRA DO PAPA


Papa Francisco diz querer a igreja como uma
'casa de portas abertas'

Declaração foi dada em missa da quinta-feira da Semana Santa.
Palavras nessa celebração são consideradas ordens aos sacerdotes.

O Papa Francisco pediu nesta quinta-feira (17) aos padres católicos de todo mundo que transmitam "alegria" a seu redor e transformem a igreja em uma "casa de portas abertas".

"A disponibilidade do padre faz com que a igreja seja uma casa de portas abertas, refúgio dos pecadores, lar para os que vivem na rua, casa de auxílio para os enfermos, camping para os jovens", disse o pontífice.

Papa Francisco celebra missa da Semana Santa na Basílica de São Pedro nesta quinta-feira (17) (Foto: Andrew Medichini/AP)

Durante a celebração na basílica de São Pedro da missa crismal da quinta-feira da Semana Santa, três dias antes da Páscoa, Francisco disse aos padres que eles só podem conservar a "alegria" caso não se fechem em si mesmos e recebam a ajuda do povo e dos fiéis.

Esta alegria está vigiada, segundo o papa, por três "irmãs", "sor pobreza, sor fidelidade e sor obediência".

As palavras do papa nesta missa são consideradas tradicionalmente as ordens do Vaticano aos sacerdotes em todo o mundo.

Diante de milhares de padres e de uma centena de bispos e cardeais, o papa argentino confessou ter experimentado em sua vida sacerdotal 'momentos de tristeza, quando tudo parece ficar escuro e a vertigem do isolamento nos seduz'.

"Acredito que não é exagerado dizer que o padre é uma pessoa muito pequena [...] O sacerdote é o mais pobre dos homens se Jesus não o enriquece com sua pobreza, é o servidor mais inútil se Jesus não o chama de 'amigo', o mais insensato dos homens se Jesus não o instrui com paciência", completou.

Francisco mencionou também as ideias que repete desde que chegou ao Vaticano, como a recusa da autossatisfação, o perigo do afastamento da realidade e a busca da austeridade.

Mas não fez nenhuma referência à delicada questão da vida afetiva dos padres, nem tampouco a uma possível mudança da atitude do Vaticano sobre a ordenação de homens casados, o que é solicitado pela ala reformista da igreja.

quarta-feira, 23 de abril de 2014

SEMANA DA ALEGRIA

Na catequese de hoje, o Papa Francisco relembrou que esta semana é a semana da alegria, pois continuamos celebrando a Ressurreição de Jesus.
Francisco se deteve num trecho do Evangelho de São Lucas em que o Anjo pergunta às mulheres que procuravam o corpo de Jesus: “Por que buscais entre os mortos aquele que está vivo?” (Lc 24,5).
“Estas palavras são como uma pedra de tropeço se não nos abrimos a Boa Notícia, se pensamos que incomoda menos um Jesus morto que vivo. Quantas vezes procuramos a vida entre as coisas mortas, nas coisas que não podem gerar vida?”, disse o Papa.
O Papa sublinhou que tantas vezes procuramos a esperança na vaidade mundana, no dinheiro, no sucesso. “Por que você está procurando ali? - prosseguiu - Aquilo não pode lhe dar a vida! Possivelmente lhe dará uma alegria momentânea. E depois? ‘Por que buscais entre os mortos aquele que está vivo?’ ”.
No meio da catequese, ele convidou os fiéis a repetirem a pergunta do anjo três vezes: “Por que buscais entre os mortos aquele que está vivo?”. Completou dizendo que seria importante voltar a refletir sobre isto durante este dia. “A advertência do anjo nos ajuda a sair dos nossos espaços de tristeza e nos abre ao horizonte da alegria e da esperança. Aquela esperança que remove as pedras dos sepulcros e encoraja a anunciar a Boa Nova, capaz de gerar vida nova aos outros”, disse o Papa.
Durante a saudação aos peregrinos de língua italiana, o Papa, contou que recebeu um vídeo com um apelo dos operários de uma fábrica que está fechando na cidade de Piombino. “Fiquei comovido, fiquei triste”, revelou o Papa Francisco e deixou uma mensagem: “Queridos operários, queridos irmãos, sobre seus rostos estava pintada uma verdadeira tristeza e preocupação de pais de famílias que pedem apenas seus direitos de trabalhar para viver com dignidade, proteger, nutrir e educar os próprios filhos. Estejam seguros da minha presença e da minha oração, não desanimem, o Papa está ao vosso lado e reza por vocês, para que quando se apagam as esperanças humanas, permaneça sempre acesa a esperança Divina que não decepciona nunca. Queridos operários, queridos amigos, lhes abraço fraternalmente. A todos os responsáveis peço, que façam todo esforço de criatividade e generosidade para reacender a esperança no coração desses nossos irmãos e nos corações de todas as pessoas desocupadas por causa do desperdício e da crise econômica. Por favor, abram os olhos e não permaneçam de braços cruzados.”
As palavras de Francisco comoveram os fiéis que reagiram com um forte aplauso. Continuando, ele agradeceu por todas as felicitações de “Boa Páscoa” que recebeu e pediu novamente que os fiéis continuem a rezar por ele e seu serviço a Igreja.

(Com Rádio Vaticano)

sources: Rádio Vaticano

sexta-feira, 18 de abril de 2014

PALAVRA DO PAPA FRANCISCO

Papa Francisco diz querer a igreja como uma
'Casa de Portas Abertas'

Declaração foi dada em missa da quinta-feira da Semana Santa.

Palavras nessa celebração são consideradas ordens aos sacerdotes.O Papa Francisco pediu nesta quinta-feira (17) aos padres católicos de todo mundo que transmitam "alegria" a seu redor e transformem a igreja em uma "casa de portas abertas"."A disponibilidade do padre faz com que a igreja seja uma casa de portas abertas, refúgio dos pecadores, lar para os que vivem na rua, casa de auxílio para os enfermos, camping para os jovens", disse o pontífice.
Papa Francisco celebra missa da Semana Santa na Basílica de São Pedro nesta quinta-feira (17) (Foto: Andrew Medichini/AP)
Durante a celebração na basílica de São Pedro da missa crismal da quinta-feira da Semana Santa, três dias antes da Páscoa, Francisco disse aos padres que eles só podem conservar a "alegria" caso não se fechem em si mesmos e recebam a ajuda do povo e dos fiéis.Esta alegria está vigiada, segundo o papa, por três "irmãs", "sor pobreza, sor fidelidade e sor obediência".Diante de milhares de padres e de uma centena de bispos e cardeais, o papa argentino confessou ter experimentado em sua vida sacerdotal 'momentos de tristeza, quando tudo parece ficar escuro e a vertigem do isolamento nos seduz'.As palavras do papa nesta missa são consideradas tradicionalmente as ordens do Vaticano aos sacerdotes em todo o mundo."Acredito que não é exagerado dizer que o padre é uma pessoa muito pequena [...] O sacerdote é o mais pobre dos homens se Jesus não o enriquece com sua pobreza, é o servidor mais inútil se Jesus não o chama de 'amigo', o mais insensato dos homens se Jesus não o instrui com paciência", completou.Francisco mencionou também as ideias que repete desde que chegou ao Vaticano, como a recusa da autossatisfação, o perigo do afastamento da realidade e a busca da austeridade.Mas não fez nenhuma referência à delicada questão da vida afetiva dos padres, nem tampouco a uma possível mudança da atitude do Vaticano sobre a ordenação de homens casados, o que é solicitado pela ala reformista da igreja

sexta-feira, 11 de abril de 2014

PAPA FRANCISCO FALA SOBRE O DOM DA SABEDORIA

Catequese com o Papa Francisco – 09/04/14
QUARTA-FEIRA, 9 DE ABRIL DE 2014, 9H31
O PAPA FALA SOBRE O DOM DA SABEDORIA

CATEQUESE

Praça São Pedro – Vaticano
Quarta-feira, 9 de abril de 2014
Boletim da Santa Sé
Tradução: Jéssica Marçal
Queridos irmãos e irmãs, bom dia!
Iniciamos hoje um ciclo de catequeses sobre os dons do Espírito Santo. Vocês sabem que o Espírito Santo constitui a alma, a seiva vital da Igreja e de cada cristão: é o amor de Deus que faz do nosso coração a sua morada e entra em comunhão conosco. O Espírito Santo está sempre conosco, está sempre em nós, no nosso coração.
O próprio Espírito é “o dom de Deus” por excelência (cfr Jo 4, 10), é um presente de Deus e à sua volta comunica a quem o acolhe diversos dons espirituais. A Igreja identifica sete, número que simbolicamente diz plenitude, completude; são aqueles que se aprendem quando nos preparamos ao sacramento da Confirmação e que invocamos na antiga oração chamada “Sequência ao Espírito Santo”. Os dons do Espírito Santo são: sabedoria, entendimento, conselho, fortaleza, ciência, piedade e temor a Deus
1. O primeiro dom do Espírito Santo, segundo este elenco, é então a sabedoria. Mas não se trata simplesmente da sabedoria humana, que é fruto do conhecimento e da experiência. Na Bíblia conta-se que Salomão, no momento da sua coroação como rei de Israel, tinha pedido o dom da sabedoria (cfr 1 Re 3, 9). E a sabedoria é justamente isso: é a graça de poder ver cada coisa com os olhos de Deus. É simplesmente isso: é ver o mundo, ver as situações, as conjunturas, os problemas, tudo, com os olhos de Deus. Esta é a sabedoria. Algumas vezes vemos as coisas segundo o nosso prazer ou segundo a situação do nosso coração, com amor ou com ódio, com inveja… Não, estes não são os olhos de Deus. A sabedoria é aquilo que faz o Espírito Santo em nós a fim de que nós vejamos todas as coisas com os olhos de Deus. É este o dom da sabedoria.
2. E obviamente isto deriva da intimidade com Deus, da relação íntima que nós temos com Deus, da relação de filhos com o Pai. E o Espírito Santo, quando nós temos esta relação, nos dá o dom da sabedoria. Quando estamos em comunhão com o Senhor, é como se o Espírito Santo transfigurasse o nosso coração e o fizesse perceber todo o seu calor e a sua predileção.
3. O Espírito Santo torna ainda o cristão “sábio”. Isto, porém, não no sentido de que tem uma resposta para cada coisa, que sabe tudo, mas no sentido de que “sabe” de Deus, sabe como Deus age, conhece quando uma coisa é de Deus e quando não é de Deus; tem esta sabedoria que Deus dá aos nossos corações. O coração do homem sábio neste sentido tem o gosto e o sabor de Deus. E quão importante é que nas nossas comunidades haja cristãos assim! Tudo neles fala de Deus e se torna um sinal belo e vivo da sua presença e do seu amor. E isto é uma coisa que não podemos improvisar, que não podemos procurar por nós mesmos: é um dom que Deus faz àqueles que se tornam dóceis ao Espírito Santo. Nós temos dentro de nós, no nosso coração, o Espírito Santo; podemos escutá-Lo, podemos não escutá-Lo. Se nós escutamos o Espírito Santo, Ele nos ensina esta via da sabedoria, presenteia-nos com a sabedoria que é ver com os olhos de Deus, ouvir com os ouvidos de Deus, amar com o coração de Deus, julgar as coisas com o juízo de Deus. Esta é a sabedoria que nos dá o Espírito Santo e todos nós podemos tê-la. Somente devemos pedi-la ao Espírito Santo.
Pensem em uma mãe, em sua casa, com as crianças que, quando uma faz uma coisa, a outra pensa em outra, e a pobre mãe vai de um lado a outro, com os problemas das crianças. E quando as mães se cansam e gritam com as crianças, isto é sabedoria? Repreender as crianças – pergunto-vos – é sabedoria? O que vocês dizem: é sabedoria ou não? Não! Em vez disso, quando a mãe pega a criança e a repreende docemente e lhe diz: ‘Isto não se faz por isso…’ e lhe explica com tanta paciência, isto é sabedoria de Deus? Sim! É aquilo que nos dá o Espírito Santo na vida! Depois, no matrimônio, por exemplo, os dois esposos – o esposo e a esposa – brigam e depois não se olham ou se o fazem é com a cara amarrada: isto é sabedoria de Deus? Não! Em vez disso, se diz: ‘Bem, a tempestade passou, façamos as pazes’, e recomeçam a seguir adiante em paz: isto é sabedoria? [o povo: Sim!] Sim, este é o dom da sabedoria. Que esteja casa, que esteja com as crianças, que esteja com todos nós!
E isto não se aprende: isto é um presente do Espírito Santo. Por isto, devemos pedir ao Senhor que nos dê o Espírito Santo e nos dê o dom da sabedoria, daquela sabedoria de Deus que nos ensina a olhar com os olhos de Deus, a ouvir com o coração de Deus, a falar com as palavras de Deus. E assim, com esta sabedoria, vamos adiante, construímos a família, construímos a Igreja e todos nos santificamos. Peçamos hoje a graça da sabedoria. E peçamos à Nossa Senhora, que é a sede da sabedoria, este dom: que Ela nos dê esta graça. Obrigado!


quarta-feira, 2 de abril de 2014

Palavra do Papa Francisco



Missa do Papa em Santa Marta “Além dos formalismos”


Aos numerosos feridos acolhidos no «grande hospital de campo símbolo da Igreja» devemos aproximar-nos sem indolência espiritual nem formalismos. Foi o que o Papa Francisco recomendou na missa celebrada a 1 de Abril. Convidou também os cristãos a «não viver sob anestesia» e a resistir às tentações «da resignação, da tristeza» e do «não se misturar».«Na liturgia de hoje – explicou, ao comentar as leituras – a água é o símbolo: aquela água saudável, que cura». E referiu-se sobretudo ao trecho do Evangelho de João (5, 1-16): é «a história de um homem paralítico havia trinta e oito anos» que estava com muitos outros doentes perto da piscina de Jerusalém, esperando ser curado. E quando «viu aquele homem, Jesus perguntou-lhe: queres ficar são?». A sua resposta foi imediata: «Senhor, não tenho ninguém que me lance na piscina, quando a água começa a agitar-se; e, enquanto eu vou, desce outro antes de mim». De facto, havia a ideia – explicou o Pontífice – de que quando as águas se agitavam era o anjo do Senhor que vinha para curar». A reacção de Jesus é uma ordem: «Levanta-te, toma o teu catre e anda!». E o homem sarou.O Papa comentou que, em particular, «encontro aqui» a imagem de «duas doenças graves, espirituais» sobre as quais «nos fará bem reflectir».A «primeira doença» é a que aflige o paralítico e que já «se tinha resignado» e talvez dissesse «a si mesmo “a vida é injusta, outros têm mais sorte do que eu!”». No seu modo de falar «há um adágio lamentoso: está resignado mas também amargurado». Uma atitude, frisou o Papa, que faz pensar também em «muitos católicos sem entusiasmo e amargurados» que repetem «a si mesmos: “vou à missa todos os domingos mas é melhor não me misturar! Tenho fé para a minha saúde, mas não sinto a necessidade de a oferecer a outro: cada um na própria casa, tranquilo”», inclusive porque se «na vida fazes algo depois te repreendem: é melhor não arriscar!».

O outro pecado que o Papa indicou hoje é «o formalismo» dos judeus. Repreendem o homem que Jesus curou porque carrega o seu catre ao sábado. De nada vale que ele está feliz, até quase «a dançar no meio da rua», pois está finalmente livre «da doença física e também da indolência e da tristeza». A réplica dos judeus é curta: «Aqui as coisas funcionam assim, deves fazer isto!». Só lhes «interessavam as formalidades: era sábado e não se podiam fazer milagres ao sábado! A graça de Deus não pode agir ao sábado!». É a mesma atitude daqueles «cristãos hipócritas que não deixam espaço à graça de Deus». Porque para «estas pessoas a vida cristã é ter os documentos em regra, todos os atestados!». Agindo desta forma, contudo, «fecham a porta à graça de Deus». E acrescentou: «temos muitos destes na Igreja!».«São tentações que também nós temos e que devemos conhecer para nos defender».Estas – afirmou o Pontífice – são «as duas palavras cristãs: “queres ficar são?” – “não voltes a pecar!”». Primeiro Jesus cura o doente e depois convida-o a «não voltar a pecar». É precisamente «esta a estrada cristã, o caminho do zelo apostólico» para «nos aproximarmos de muitas pessoas feridas neste hospital de campo. E muitas vezes também homens e mulheres da Igreja». Portanto, é preciso falar como um irmão e uma irmã, convidando a sarar e depois «a não voltar a pecar». Sem dúvida, estas «duas palavras de Jesus – concluiu o Papa – são melhores do que a atitude da indolência e da hipocrisia».

 FONTE WEB: http://www.news.va/pt/news/missa-do-papa-em-santa-marta-alem-dos-formalismos

quinta-feira, 20 de março de 2014

PALAVRA DO PAPA SOBRE QUARESMA

2014-03-05 Rádio Vaticana


Francisco: Quaresma, Tempo de Conversão e Renovação Pessoal

A Quaresma, disse o Papa, é um tempo “forte”, um ponto de reviravolta que pode favorecer em cada um de nós a mudança, a conversão, para sair dos costumes cansados e do preguiçoso vício do mal que nos engana.

“No tempo quaresmal a Igreja nos dirige dois importantes convites: ter uma consciência mais viva da obra redentora de Cristo; e viver com mais compromisso o próprio Batismo”.

Viver profundamente o Batismo – disse o Papa - significa não nos acostumar-mos às situações de degradação e de miséria que encontramos caminhando pelas ruas de nossas cidades e de nossos países.
“Há o risco de aceitarmos passivamente certos comportamentos e de não nos surpreendermos diante das tristes realidades que nos circundam. Acostumamo-nos à violência, como se fosse uma notícia cotidiana normal; acostumamo-nos a irmãos e irmãs que dormem pelas ruas, que não têm um teto para se abrigar. Acostumamo-nos aos refugiados em busca de liberdade e dignidade, que não são acolhidos como deveriam ser. Acostumamo-nos a viver em uma sociedade que pretende deixar Deus de lado, na qual os pais não ensinam mais aos filhos a rezar nem a fazer o sinal da cruz. Este vício de comportamentos não cristãos e de comodidades nos anestesia o coração!”
A Quaresma, continuou o Papa deve ser vivida como tempo de conversão, de renovação pessoal e comunitária através da aproximação a Deus e da adesão confiante ao Evangelho. Por isso a Quaresma é momento favorável para converter-se ao amor ao próximo.

Demos graças a Deus pelo mistério de seu amor crucificado – disse ainda o Papa recordando os elementos essenciais para viver o tempo da Quaresma: fé autêntica, conversão e abertura de coração aos irmãos.

O Papa concluiu invocando com particular confiança a proteção e a ajuda de Nossa Senhora neste caminho, a nos acompanhar nos dias de oração intensa e de penitência, para chegar a celebrar, purificados e renovados no espírito, o grande mistério da Páscoa de seu Filho.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Palavra do Papa

Papa Francisco: "Cristão deve construir pontes e não muros. Evangelizar não é fazer proselitismo"
Cidade do Vaticano (RV) – "A evangelização não é fazer proselitismo", disse o Papa Francisco na Missa na Casa Santa Marta, na manhã desta quarta-feira. O Papa destacou que o cristão que quer anunciar o Evangelho, deve dialogar com todos, sabendo que ninguém possui a verdade, porque a verdade é recebida a partir do encontro com Jesus. A Missa foi concelebrada pelo Cardeal Francesco Coccopalmerio e Dom Oscar Rizzato e teve a participação dos funcionários dos Serviços Gerais do Governatorado, da Chancelaria do Tribunal do Estado Vaticano.

“Os cristãos de hoje são como Paulo, que falando aos gregos no Aerópago, construiu pontes para anunciar o Evangelho sem condenar ninguém”, sublinhou o Papa Francisco, acentuando a atitude corajosa de Paulo que “se aproxima do coração” de quem o escuta, “busca o diálogo”. Por isto – observou – o Apóstolo foi verdadeiramente “um pontífice, um construtor e pontes” e não um “construtor de muros”. Isto – acrescentou – nos faz pensar nas atitudes que sempre deve ter um cristão:

“Um cristão deve anunciar Jesus Cristo em uma maneira que Jesus Cristo seja aceito, recebido, não rejeitado. E Paulo sabe que ele deve semear esta mensagem evangélica. Ele sabe que o anúncio de Jesus Cristo não é fácil, mas que não depende dele: ele deve fazer todo o possível, mas o anúncio de Jesus Cristo, o anúncio da verdade, depende do Espírito Santo. Jesus nos diz no Evangelho de hoje: ‘Quando Ele vier, o Espírito da verdade, nos revelará toda a verdade’. Paulo diz aos atenienses: “Esta é a enciclopédia da verdade. Estudem isto e tereis a verdade, a verdade”. Não! A verdade não entra numa enciclopédia. A verdade é um encontro; é um encontro com a Suma Verdade: Jesus, a grande verdade. Ninguém é dono da verdade. A verdade se recebe no encontro”.

Mas porque Paulo agiu assim? Antes de tudo – afirmou o Papa -, porque “este é o jeito” de Jesus que “falou com todos”. Com os pecadores, com os publicanos, com os doutores da lei. Paulo, então, “segue as atitudes de Jesus”":



Texto proveniente da página http://pt.radiovaticana.va/news/2013/05/08/papa_francisco:_crist%C3%A3o_deve_construir_pontes_e_n%C3%A3o_muros/bra-690252
do site da Rádio Vaticano