quarta-feira, 30 de abril de 2014

Pregação Ronnie - Tema: "Benção ou Maldição"


Pregação Ronnie - Tema: "Benção ou Maldição" (Parte 1)



                       
             Pregação Ronnie - Tema: "Benção ou Maldição" (Parte 2)                                           

segunda-feira, 28 de abril de 2014

INTERCESSÃO DOS SANTOS

§956
A intercessão dos santos. "Pelo fato de os habitantes do Céu estarem unidos mais intimamente com Cristo, consolidam com mais firmeza na santidade toda a Igreja. Eles não deixam de interceder por nós ao Pai, apresentando os méritos que alcançaram na terra pelo único mediador de Deus e dos homens, Cristo Jesus. Por conseguinte, pela fraterna solicitude deles, nossa fraqueza recebe o mais valioso auxílio": Não choreis! Ser-vos-ei mais útil após a minha morte e ajudar-vos-ei mais eficazmente do que durante a minha vida.



§1434
As múltiplas formas da penitência na vida cristã A penitência interior do cristão pode ter expressões bem variadas. A escritura e os padres insistem principalmente em três formas: o jejum, a oração e a esmola, que exprimem a conversão com relação a si mesmo, a Deus e aos outros. Ao lado da purificação radical operada pelo batismo ou pelo martírio, citam, como meio de obter o perdão dos pecados, os esforços empreendidos para reconciliar-se com o próximo, as lágrimas de penitência, a preocupação com a salvação do próximo, a intercessão dos santos e a prática da caridade, "que cobre uma multidão de pecados" (1Pd 4,8).



§2156
O nome cristão O sacramento do Batismo é conferido "em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo" (Mt 28,19). No Batismo, o nome do Senhor santifica o homem, e o cristão recebe seu próprio nome na Igreja. Este pode ser o de um santo, isto é, de um discípulo que viveu uma vida de fidelidade exemplar a seu Senhor. O "nome de Batismo" pode também exprimir um mistério cristão ou uma virtude cristã. "Cuidem os pais, os padrinhos e o pároco para que não se imponham nomes alheios ao senso cristão."



§2683
GUIAS PARA A ORAÇÃO Uma nuvem de testemunhas As testemunhas que nos precederam no Reino, especialmente as que a Igreja reconhece como "santos", participam da tradição viva da oração pelo exemplo modelar de sua vida, pela transmissão de seus escritos e por sua oração hoje. Contemplam a Deus, louvam-no e não deixam de velar por aqueles que deixaram na terra. Entrando "na alegria" do Mestre, eles foram "postos sobre o muito". Sua intercessão é o mais alto serviço que prestam ao plano de Deus. Podemos e devemos pedir-lhes que intercedam por nós e pelo mundo inteiro

FORMAÇÃO SOBRE NOVA ERA

FORMAÇÃO PARA PREGADORES

quarta-feira, 23 de abril de 2014

SEMANA DA ALEGRIA

Na catequese de hoje, o Papa Francisco relembrou que esta semana é a semana da alegria, pois continuamos celebrando a Ressurreição de Jesus.
Francisco se deteve num trecho do Evangelho de São Lucas em que o Anjo pergunta às mulheres que procuravam o corpo de Jesus: “Por que buscais entre os mortos aquele que está vivo?” (Lc 24,5).
“Estas palavras são como uma pedra de tropeço se não nos abrimos a Boa Notícia, se pensamos que incomoda menos um Jesus morto que vivo. Quantas vezes procuramos a vida entre as coisas mortas, nas coisas que não podem gerar vida?”, disse o Papa.
O Papa sublinhou que tantas vezes procuramos a esperança na vaidade mundana, no dinheiro, no sucesso. “Por que você está procurando ali? - prosseguiu - Aquilo não pode lhe dar a vida! Possivelmente lhe dará uma alegria momentânea. E depois? ‘Por que buscais entre os mortos aquele que está vivo?’ ”.
No meio da catequese, ele convidou os fiéis a repetirem a pergunta do anjo três vezes: “Por que buscais entre os mortos aquele que está vivo?”. Completou dizendo que seria importante voltar a refletir sobre isto durante este dia. “A advertência do anjo nos ajuda a sair dos nossos espaços de tristeza e nos abre ao horizonte da alegria e da esperança. Aquela esperança que remove as pedras dos sepulcros e encoraja a anunciar a Boa Nova, capaz de gerar vida nova aos outros”, disse o Papa.
Durante a saudação aos peregrinos de língua italiana, o Papa, contou que recebeu um vídeo com um apelo dos operários de uma fábrica que está fechando na cidade de Piombino. “Fiquei comovido, fiquei triste”, revelou o Papa Francisco e deixou uma mensagem: “Queridos operários, queridos irmãos, sobre seus rostos estava pintada uma verdadeira tristeza e preocupação de pais de famílias que pedem apenas seus direitos de trabalhar para viver com dignidade, proteger, nutrir e educar os próprios filhos. Estejam seguros da minha presença e da minha oração, não desanimem, o Papa está ao vosso lado e reza por vocês, para que quando se apagam as esperanças humanas, permaneça sempre acesa a esperança Divina que não decepciona nunca. Queridos operários, queridos amigos, lhes abraço fraternalmente. A todos os responsáveis peço, que façam todo esforço de criatividade e generosidade para reacender a esperança no coração desses nossos irmãos e nos corações de todas as pessoas desocupadas por causa do desperdício e da crise econômica. Por favor, abram os olhos e não permaneçam de braços cruzados.”
As palavras de Francisco comoveram os fiéis que reagiram com um forte aplauso. Continuando, ele agradeceu por todas as felicitações de “Boa Páscoa” que recebeu e pediu novamente que os fiéis continuem a rezar por ele e seu serviço a Igreja.

(Com Rádio Vaticano)

sources: Rádio Vaticano

sexta-feira, 18 de abril de 2014

PALAVRA DO PAPA FRANCISCO

Papa Francisco diz querer a igreja como uma
'Casa de Portas Abertas'

Declaração foi dada em missa da quinta-feira da Semana Santa.

Palavras nessa celebração são consideradas ordens aos sacerdotes.O Papa Francisco pediu nesta quinta-feira (17) aos padres católicos de todo mundo que transmitam "alegria" a seu redor e transformem a igreja em uma "casa de portas abertas"."A disponibilidade do padre faz com que a igreja seja uma casa de portas abertas, refúgio dos pecadores, lar para os que vivem na rua, casa de auxílio para os enfermos, camping para os jovens", disse o pontífice.
Papa Francisco celebra missa da Semana Santa na Basílica de São Pedro nesta quinta-feira (17) (Foto: Andrew Medichini/AP)
Durante a celebração na basílica de São Pedro da missa crismal da quinta-feira da Semana Santa, três dias antes da Páscoa, Francisco disse aos padres que eles só podem conservar a "alegria" caso não se fechem em si mesmos e recebam a ajuda do povo e dos fiéis.Esta alegria está vigiada, segundo o papa, por três "irmãs", "sor pobreza, sor fidelidade e sor obediência".Diante de milhares de padres e de uma centena de bispos e cardeais, o papa argentino confessou ter experimentado em sua vida sacerdotal 'momentos de tristeza, quando tudo parece ficar escuro e a vertigem do isolamento nos seduz'.As palavras do papa nesta missa são consideradas tradicionalmente as ordens do Vaticano aos sacerdotes em todo o mundo."Acredito que não é exagerado dizer que o padre é uma pessoa muito pequena [...] O sacerdote é o mais pobre dos homens se Jesus não o enriquece com sua pobreza, é o servidor mais inútil se Jesus não o chama de 'amigo', o mais insensato dos homens se Jesus não o instrui com paciência", completou.Francisco mencionou também as ideias que repete desde que chegou ao Vaticano, como a recusa da autossatisfação, o perigo do afastamento da realidade e a busca da austeridade.Mas não fez nenhuma referência à delicada questão da vida afetiva dos padres, nem tampouco a uma possível mudança da atitude do Vaticano sobre a ordenação de homens casados, o que é solicitado pela ala reformista da igreja

sexta-feira, 11 de abril de 2014

A SEMANA SANTA SEGUNDO O CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA


IMPORTÂNCIA DA SEMANA SANTA SEGUNDO O CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA

A páscoa não é simplesmente uma festa entre outras: é a “festa das festas”, “solenidade das solenidades”, como a Eucaristia é o sacramento dos sacramentos (o grande sacramento). Santo Atanásio a denomina “o grande domingo como a semana santa é chamada no Oriente “a grande semana”. O mistério da ressurreição, no qual Cristo esmagou a morte, penetra nosso velho tempo com sua poderosa energia até que tudo lhe seja submetido. (CIC 1169)
A entrada de Jesus em Jerusalém manifesta a vinda do Reino que o Rei-Messias vai realizar pela Páscoa de sua Morte e de sua Ressurreição. E com sua celebração, no Domingo de Ramos, que a liturgia da Igreja abre a grande Semana Santa. (CIC 560)

No Concílio de Nicéia (em 325), todas as Igrejas chegaram a um acordo acerca de que a páscoa cristã fosse celebrada no domingo que segue a lua cheia (14 Nisan) depois do equinócio de primavera. Por causa dos diversos métodos utilizados para calcular o dia 14 de mês de Nisan, o dia da Páscoa nem sempre ocorre simultaneamente nas Igrejas ocidentais e orientais. Por isso busca-se um acordo, a fim de se chegar novamente a celebrar em uma data comum o dia da Ressurreição do Senhor. (CIC 1170)

RESUMINDO

561 “Toda a vida de Cristo foi um contínuo ensinamento: seus silêncios, seus milagres, seus gestos, sua oração, seu amor ao homem, sua predileção pelos pequenos e pelos pobres, a aceitação do sacrifício total na Cruz pela redenção do mundo, Sua Ressurreição constituem a atuação de sua palavra e o cumprimento da Revelação.

562 Os discípulos de Cristo devem conformar-se com Ele até Ele se formar neles” É por isso que somos inseridos nos mistérios de sua vida, com Ele configurados, com Ele mortos e com Ele ressuscitados, até que com Ele reinemos.

563 “Seja pastor, seja mago, não se pode atingir a Deus na terra senão ajoelhando-se diante da manjedoura de Belém e adorando-o escondido na fraqueza de uma criança.

564 Por sua submissão a Maria e José, assim como por seu humilde trabalho durante longos anos em Nazaré, Jesus nos dá o exemplo da santidade na vida cotidiana da família e do trabalho.

565 Desde o início de sua vida pública, em seu Batismo, Jesus é o “Servo”, inteiramente consagrado à obra redentora que se realizará pelo “Batismo” de sua paixão.

566 A tentação no deserto mostra Jesus, Messias humilde que triunfa sobre Satanás por sua total adesão ao desígnio de salvação querido pelo Pai.

567 O Reino dos céus foi inaugurado na terra por Cristo. “Manifesta-se lucidamente aos homens na palavra, nas obras e na presença de Cristo. “A Igreja é o germe e o começo desde Reino. Suas chaves são confiadas a Pedro.

568 A Transfiguração de Cristo tem por finalidade fortificar a fé dos apóstolos em vista da Paixão: a subida à “elevada montanha” prepara a subida ao Calvário. Cristo, Cabeça da Igreja, manifesta o que seu Corpo contém e irradia nos sacramentos “a esperança da Glória” (Cl 1,27[a149] ).

569 Jesus subiu voluntariamente a Jerusalém, embora soubesse que lá morreria de morte violenta por causa da contradição por parte dos pecadores.

570 A entrada de Jesus em Jerusalém manifesta a vinda do Reino que o Rei-Messias, acolhido em sua cidade pelas crianças e pelos humildes de coração, vai realizar por meio da Páscoa de sua Morte e Ressurreição.

WEB FONTE: 28 de março de 2013  Grupo de Jovens de Anjos

PAPA FRANCISCO FALA SOBRE O DOM DA SABEDORIA

Catequese com o Papa Francisco – 09/04/14
QUARTA-FEIRA, 9 DE ABRIL DE 2014, 9H31
O PAPA FALA SOBRE O DOM DA SABEDORIA

CATEQUESE

Praça São Pedro – Vaticano
Quarta-feira, 9 de abril de 2014
Boletim da Santa Sé
Tradução: Jéssica Marçal
Queridos irmãos e irmãs, bom dia!
Iniciamos hoje um ciclo de catequeses sobre os dons do Espírito Santo. Vocês sabem que o Espírito Santo constitui a alma, a seiva vital da Igreja e de cada cristão: é o amor de Deus que faz do nosso coração a sua morada e entra em comunhão conosco. O Espírito Santo está sempre conosco, está sempre em nós, no nosso coração.
O próprio Espírito é “o dom de Deus” por excelência (cfr Jo 4, 10), é um presente de Deus e à sua volta comunica a quem o acolhe diversos dons espirituais. A Igreja identifica sete, número que simbolicamente diz plenitude, completude; são aqueles que se aprendem quando nos preparamos ao sacramento da Confirmação e que invocamos na antiga oração chamada “Sequência ao Espírito Santo”. Os dons do Espírito Santo são: sabedoria, entendimento, conselho, fortaleza, ciência, piedade e temor a Deus
1. O primeiro dom do Espírito Santo, segundo este elenco, é então a sabedoria. Mas não se trata simplesmente da sabedoria humana, que é fruto do conhecimento e da experiência. Na Bíblia conta-se que Salomão, no momento da sua coroação como rei de Israel, tinha pedido o dom da sabedoria (cfr 1 Re 3, 9). E a sabedoria é justamente isso: é a graça de poder ver cada coisa com os olhos de Deus. É simplesmente isso: é ver o mundo, ver as situações, as conjunturas, os problemas, tudo, com os olhos de Deus. Esta é a sabedoria. Algumas vezes vemos as coisas segundo o nosso prazer ou segundo a situação do nosso coração, com amor ou com ódio, com inveja… Não, estes não são os olhos de Deus. A sabedoria é aquilo que faz o Espírito Santo em nós a fim de que nós vejamos todas as coisas com os olhos de Deus. É este o dom da sabedoria.
2. E obviamente isto deriva da intimidade com Deus, da relação íntima que nós temos com Deus, da relação de filhos com o Pai. E o Espírito Santo, quando nós temos esta relação, nos dá o dom da sabedoria. Quando estamos em comunhão com o Senhor, é como se o Espírito Santo transfigurasse o nosso coração e o fizesse perceber todo o seu calor e a sua predileção.
3. O Espírito Santo torna ainda o cristão “sábio”. Isto, porém, não no sentido de que tem uma resposta para cada coisa, que sabe tudo, mas no sentido de que “sabe” de Deus, sabe como Deus age, conhece quando uma coisa é de Deus e quando não é de Deus; tem esta sabedoria que Deus dá aos nossos corações. O coração do homem sábio neste sentido tem o gosto e o sabor de Deus. E quão importante é que nas nossas comunidades haja cristãos assim! Tudo neles fala de Deus e se torna um sinal belo e vivo da sua presença e do seu amor. E isto é uma coisa que não podemos improvisar, que não podemos procurar por nós mesmos: é um dom que Deus faz àqueles que se tornam dóceis ao Espírito Santo. Nós temos dentro de nós, no nosso coração, o Espírito Santo; podemos escutá-Lo, podemos não escutá-Lo. Se nós escutamos o Espírito Santo, Ele nos ensina esta via da sabedoria, presenteia-nos com a sabedoria que é ver com os olhos de Deus, ouvir com os ouvidos de Deus, amar com o coração de Deus, julgar as coisas com o juízo de Deus. Esta é a sabedoria que nos dá o Espírito Santo e todos nós podemos tê-la. Somente devemos pedi-la ao Espírito Santo.
Pensem em uma mãe, em sua casa, com as crianças que, quando uma faz uma coisa, a outra pensa em outra, e a pobre mãe vai de um lado a outro, com os problemas das crianças. E quando as mães se cansam e gritam com as crianças, isto é sabedoria? Repreender as crianças – pergunto-vos – é sabedoria? O que vocês dizem: é sabedoria ou não? Não! Em vez disso, quando a mãe pega a criança e a repreende docemente e lhe diz: ‘Isto não se faz por isso…’ e lhe explica com tanta paciência, isto é sabedoria de Deus? Sim! É aquilo que nos dá o Espírito Santo na vida! Depois, no matrimônio, por exemplo, os dois esposos – o esposo e a esposa – brigam e depois não se olham ou se o fazem é com a cara amarrada: isto é sabedoria de Deus? Não! Em vez disso, se diz: ‘Bem, a tempestade passou, façamos as pazes’, e recomeçam a seguir adiante em paz: isto é sabedoria? [o povo: Sim!] Sim, este é o dom da sabedoria. Que esteja casa, que esteja com as crianças, que esteja com todos nós!
E isto não se aprende: isto é um presente do Espírito Santo. Por isto, devemos pedir ao Senhor que nos dê o Espírito Santo e nos dê o dom da sabedoria, daquela sabedoria de Deus que nos ensina a olhar com os olhos de Deus, a ouvir com o coração de Deus, a falar com as palavras de Deus. E assim, com esta sabedoria, vamos adiante, construímos a família, construímos a Igreja e todos nos santificamos. Peçamos hoje a graça da sabedoria. E peçamos à Nossa Senhora, que é a sede da sabedoria, este dom: que Ela nos dê esta graça. Obrigado!


quarta-feira, 2 de abril de 2014

CIC

A Necessidade da Tradição e do Sagrado Magistério da Igreja


A Igreja Católica, desde os tempos apostólicos ensina que além da Sagrada Escritura, também é necessário para a formação doutrinal e moral da Igreja, a Sagrada Tradição (compreendendo aí os ensinamentos dos apóstolos e dos primeiros cristãos) e o Sagrado Magistério (compreendendo o que os Concílios, o Bispo de Roma em particular, e em comunhão com ele todos os Bispos definem e ensinam como verdades de fé e moral ).

Tal tríade abençoada ( Sagrada Escritura, Sagrada Tradição e Sagrado Magistério) foram e são os responsáveis pelo desenvolvimento e manutenção de toda a doutrina católica nestes vinte séculos de história cristã.

Web Fonte: http://www.veritatis.com.br/apologetica/biblia-tradicao-magisterio/518-a-necessidade-do-magisterio-e-da-tradicao-da-igreja

Palavra do Papa Francisco



Missa do Papa em Santa Marta “Além dos formalismos”


Aos numerosos feridos acolhidos no «grande hospital de campo símbolo da Igreja» devemos aproximar-nos sem indolência espiritual nem formalismos. Foi o que o Papa Francisco recomendou na missa celebrada a 1 de Abril. Convidou também os cristãos a «não viver sob anestesia» e a resistir às tentações «da resignação, da tristeza» e do «não se misturar».«Na liturgia de hoje – explicou, ao comentar as leituras – a água é o símbolo: aquela água saudável, que cura». E referiu-se sobretudo ao trecho do Evangelho de João (5, 1-16): é «a história de um homem paralítico havia trinta e oito anos» que estava com muitos outros doentes perto da piscina de Jerusalém, esperando ser curado. E quando «viu aquele homem, Jesus perguntou-lhe: queres ficar são?». A sua resposta foi imediata: «Senhor, não tenho ninguém que me lance na piscina, quando a água começa a agitar-se; e, enquanto eu vou, desce outro antes de mim». De facto, havia a ideia – explicou o Pontífice – de que quando as águas se agitavam era o anjo do Senhor que vinha para curar». A reacção de Jesus é uma ordem: «Levanta-te, toma o teu catre e anda!». E o homem sarou.O Papa comentou que, em particular, «encontro aqui» a imagem de «duas doenças graves, espirituais» sobre as quais «nos fará bem reflectir».A «primeira doença» é a que aflige o paralítico e que já «se tinha resignado» e talvez dissesse «a si mesmo “a vida é injusta, outros têm mais sorte do que eu!”». No seu modo de falar «há um adágio lamentoso: está resignado mas também amargurado». Uma atitude, frisou o Papa, que faz pensar também em «muitos católicos sem entusiasmo e amargurados» que repetem «a si mesmos: “vou à missa todos os domingos mas é melhor não me misturar! Tenho fé para a minha saúde, mas não sinto a necessidade de a oferecer a outro: cada um na própria casa, tranquilo”», inclusive porque se «na vida fazes algo depois te repreendem: é melhor não arriscar!».

O outro pecado que o Papa indicou hoje é «o formalismo» dos judeus. Repreendem o homem que Jesus curou porque carrega o seu catre ao sábado. De nada vale que ele está feliz, até quase «a dançar no meio da rua», pois está finalmente livre «da doença física e também da indolência e da tristeza». A réplica dos judeus é curta: «Aqui as coisas funcionam assim, deves fazer isto!». Só lhes «interessavam as formalidades: era sábado e não se podiam fazer milagres ao sábado! A graça de Deus não pode agir ao sábado!». É a mesma atitude daqueles «cristãos hipócritas que não deixam espaço à graça de Deus». Porque para «estas pessoas a vida cristã é ter os documentos em regra, todos os atestados!». Agindo desta forma, contudo, «fecham a porta à graça de Deus». E acrescentou: «temos muitos destes na Igreja!».«São tentações que também nós temos e que devemos conhecer para nos defender».Estas – afirmou o Pontífice – são «as duas palavras cristãs: “queres ficar são?” – “não voltes a pecar!”». Primeiro Jesus cura o doente e depois convida-o a «não voltar a pecar». É precisamente «esta a estrada cristã, o caminho do zelo apostólico» para «nos aproximarmos de muitas pessoas feridas neste hospital de campo. E muitas vezes também homens e mulheres da Igreja». Portanto, é preciso falar como um irmão e uma irmã, convidando a sarar e depois «a não voltar a pecar». Sem dúvida, estas «duas palavras de Jesus – concluiu o Papa – são melhores do que a atitude da indolência e da hipocrisia».

 FONTE WEB: http://www.news.va/pt/news/missa-do-papa-em-santa-marta-alem-dos-formalismos