quinta-feira, 20 de março de 2014

QUARESMA TEMPO DE PENITENCIA

CIC §1430

Como já acontecia com os profetas, o apelo de Jesus à conversão e à penitência não visa primariamente as obras exteriores, «o saco e a cinza», os jejuns e as mortificações, mas a conversão do coração, a penitência interior: Sem ela, as obras de penitência são estéreis e enganadoras; pelo contrário, a conversão interior impele à expressão dessa atitude cm sinais visíveis, gestos e obras de penitência (18).

REFLEXÃO COM PDE ROGER ARAUJO( CANÇAO NOVA)

HOMILIA (LUCAS 16,19-31)

Pode ser que a sua riqueza seja somente um pão que você tenha, mesmo assim, reparta-o com quem necessite! Nada justifica a nossa indiferença diante da miséria e da pobreza que está ao nosso lado.

”Maldito o homem que confia no homem e faz consistir sua força na carne humana, enquanto o seu coração se afasta do Senhor” (Jeremias 17,5).

Umas das parábolas mais belas e, ao mesmo tempo mais duras dos Evangelhos de Jesus Cristo, é a parábola que nós escutamos, hoje, do rico e do pobre Lázaro. Ela mostra o contraste existente na humanidade, desde quando o pecado entrou no mundo, a humanidade é dividida em pobres e ricos, o contraste dos extremos.

Enquanto o rico representa o extremo da riqueza, aqueles que muito possuem, o extremo da opulência, da avareza humana; Lázaro representa o extremo da pobreza, da miséria, da indigência daquele que nada tem, que nada possui e vive a mendigar, esperando as migalhas que caem da mesa dos ricos e, a única coisa que recebe é o consolo dos cachorros que vêm lamber suas feridas.

No final, morre o rico e morre o pobre. O pobre tem lugar de honra no coração de Deus; já o mesmo não ocorre com rico que não foi temente a Deus, que confiou apenas em sua riqueza, confiou nos seus bens, confiou na opulência de tudo o que tinha e nunca se lembrou de repartir, de cuidar e de dar algo de si aos menos favorecidos, preocupado apenas em crescer na sua riqueza e nunca em repartir o que tinha. Sem reconhecer o abismo que separa o homem para sempre de Deus.

E a tristeza do relato é que o rico não pôde receber nenhum consolo, nem mesmo um alívio para refrescar um pouco o calor ardente daquilo que é o sofrimento de se separar de Deus. Enquanto Lázaro experimenta a bem-aventurança, a felicidade suprema do Reino eterno de Deus e, a resposta de Jesus (ou a resposta de Abraão) é a resposta de Deus para essa realidade.

O pobre recebeu a miséria e os tormentos desta vida, ao passo que o rico recebeu os consolos, mas não soube transformar o seu consolo, não soube transformar os seus bens para aliviar a pobreza do outro.

Primeiro, meus irmãos, não há problema em ser rico, não há problema em trabalhar honestamente e ficar rico, milionário, ganhar bens e, assim por diante. Isso é mais do que justo contanto que isso seja feito de forma justa, honrada, fruto do suor e do trabalho. Agora, nada justifica quem possui qualquer bem deste mundo não cuidar dos pobres, dos sofridos e dos marginalizados; nada justifica termos isso ou aquilo e não sabermos repartir com quem não tem.

Nada justifica a nossa indiferença diante da miséria, da pobreza que está ao nosso lado, nada justifica nós no nosso carrinho, no nosso ar-condicionado, ou na nossa vida cômoda, olharmos para frente e não vermos no trânsito em que nós andamos alguém pedindo esmola, alguém pedindo ajuda, alguém vendendo alguma coisa e nós simplesmente dizermos: ”Este problema não é meu!”. Nada justifica, em nossas casas e em nossas famílias crianças desperdiçarem comida, nós jogarmos comida fora, desperdiçarmos roupas, sapatos, bens enquanto muitos vivem na pobreza e na indigência!

A responsabilidade de cuidar dos pobres é do rico que tem o seu coração em Deus e não importa o tamanho da sua riqueza. Pode ser que a sua riqueza seja somente um pão que você tenha, mesmo assim reparta-o com quem necessite!

AUTO: Padre Roger Araújo (Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova)

PALAVRA DO PAPA SOBRE QUARESMA

2014-03-05 Rádio Vaticana


Francisco: Quaresma, Tempo de Conversão e Renovação Pessoal

A Quaresma, disse o Papa, é um tempo “forte”, um ponto de reviravolta que pode favorecer em cada um de nós a mudança, a conversão, para sair dos costumes cansados e do preguiçoso vício do mal que nos engana.

“No tempo quaresmal a Igreja nos dirige dois importantes convites: ter uma consciência mais viva da obra redentora de Cristo; e viver com mais compromisso o próprio Batismo”.

Viver profundamente o Batismo – disse o Papa - significa não nos acostumar-mos às situações de degradação e de miséria que encontramos caminhando pelas ruas de nossas cidades e de nossos países.
“Há o risco de aceitarmos passivamente certos comportamentos e de não nos surpreendermos diante das tristes realidades que nos circundam. Acostumamo-nos à violência, como se fosse uma notícia cotidiana normal; acostumamo-nos a irmãos e irmãs que dormem pelas ruas, que não têm um teto para se abrigar. Acostumamo-nos aos refugiados em busca de liberdade e dignidade, que não são acolhidos como deveriam ser. Acostumamo-nos a viver em uma sociedade que pretende deixar Deus de lado, na qual os pais não ensinam mais aos filhos a rezar nem a fazer o sinal da cruz. Este vício de comportamentos não cristãos e de comodidades nos anestesia o coração!”
A Quaresma, continuou o Papa deve ser vivida como tempo de conversão, de renovação pessoal e comunitária através da aproximação a Deus e da adesão confiante ao Evangelho. Por isso a Quaresma é momento favorável para converter-se ao amor ao próximo.

Demos graças a Deus pelo mistério de seu amor crucificado – disse ainda o Papa recordando os elementos essenciais para viver o tempo da Quaresma: fé autêntica, conversão e abertura de coração aos irmãos.

O Papa concluiu invocando com particular confiança a proteção e a ajuda de Nossa Senhora neste caminho, a nos acompanhar nos dias de oração intensa e de penitência, para chegar a celebrar, purificados e renovados no espírito, o grande mistério da Páscoa de seu Filho.

Obra Religiosa Fonte de Água Viva




Todos os Domingos,
com Santo Terço, Adoração, Louvor e Pregação!!

Horario: a partir das 18hs

Local: Capela Nossa Senhora do Perpetuo Socorro (Jd. Emilia) - Jacareí -SP

Nosso Site:www.fontedeaguaviva.net.br

Nossa Web Radio: www.radiosaodimas.com.br
(Todos os Sábados das 17:30 as 18:30)

Face: programafontedeaguaviva

HISTÓRIA DA OBRA RELIGIOSA FONTE DE ÁGUA VIVA

Obra Religiosa Fonte de Água Viva, faz parte da Renovação Carismática Católica, que é um movimento atuante dentro da igreja e tem por objetivo manter acesa a chama do Espirito Santo, exercitando seus dons e carismas. A Comunidade faz parte da Paróquia São João Batista, bairro São João, em Jacareí – SP, diocese de São José dos Campos.

A Comunidade iniciou-se com um grupo de jovens que após participarem de um retiro de conversão, resolveram se reunir em suas casas para orar e colocar em prática o que haviam experimentado no encontro.

O pároco da Paróquia S. J. Batista, na época, Padre Mario Lúcio Adrião, ao saber das reuniões dos jovens, solicitou que as mesmas deixassem de ser realizadas nas casas, e passassem a se reunir na capela Nossa Senhora do Perpétuo Socorro (Jardim Emília), sob o acompanhamento do Sr. Antonio Rangel (Coordenador da RCC na época), com dia e horário fixos. Com as reuniões sendo realizadas na capela, começaram a chegar novos jovens, tornando-se assim um Grupo de Jovens.

O Grupo cresceu, foi chegando novos membros, e também muitas famílias, e no dia 05 de Agosto de 1996, foi oficializado como Grupo de Oração Fonte de Água Viva, que hoje atua em várias frentes da Igreja Católica, pregando retiros de conversão, retiro para casais, seminários de vida e de dons do Espirito Santo. O grupo também é atuante nos compromissos paroquiais como: canto nas missas, participação na equipe litúrgica, participação e animação de procissões e participação nas festividades paroquiais.

O carisma do Grupo é a evangelização em massa, através de retiros e encontros semanais do grupo de oração aberto ao público, onde acontece orações, louvor e pregações. Nos preocupamos também com a integridade e dignidade da pessoa, ou seja, com a totalidade do ser humano.

Hoje o Grupo de Oração conta com Ministério de Pregação, Ministério de Música, Ministério de Intercessão, Ministério de Oração por Cura e Libertação, Equipe de cozinha, Ministério das Crianças e Equipe de Perseverança. Estamos abertos a todo tipo de ajudas solicitadas pelos vários grupos, pastorais e movimentos da igreja católica.

O Grupo de Oração está se preparando para colocar em prática o que Deus suscitou nos corações dos primeiros servos: tornar-se uma comunidade de Aliança, e para isso esta buscando os tramites legais, junto a Diocese de São José dos Campos, para que a Comunidade de Aliança Fonte de Água Viva se torne uma realidade e reconhecida pela Diocese.

O QUE É GRUPO DE ORAÇÃO?

GRUPO DE ORAÇÃO

Os grupos de oração tem a finalidade de uma evangelização querigmatica, proporcionando aos cristãos a experiência do derramanemnto Espírito Santo com a manifestação dos carismas estimulando um processo de conversão. 

O QUE É RCC?

RENOVAÇÃO CARISMÁTICA CATÓLICA (RCC)


O Movimento Carismático Católico ou Originalmente Renovação Carismática Católica (RCC) é um movimento católico que surgiu nos Estados Unidos em meados da década de 1960.

Ele é voltado para a experiência pessoal com Deus, particularmente através do Espírito Santo e dos seus dons. Esse movimento busca dar uma nova abordagem às formas de doutrinação e renovar práticas tradicionais dos ritos e da mística católica. Hoje a RCC tem mais de 100 milhões de membros em todo o mundo.

A ORIGEM

A renovação carismática, inicialmente conhecida como movimento católico pentecostal, ou católicos pentecostais, depois por católicos renovados e hoje pelo próprio nome do movimento como uma forma de se diferenciarem dos grupos evangélicos como católicos carismáticos surgiu em 1967, quando Steve Clark, da Universidade de Duquesne em Pittsburgh, Pensilvânia, Estados Unidos, durante o Congresso Nacional de "Cursilhos de Cristandade", mencionou o livro "A Cruz e o Punhal", do pastor John Sherril, sobre o trabalho do pastor David Wilkerson com os drogados de Nova York, falando que era um livro que o inquietava e que todos deveriam lê-lo.

Em 1966, católicos da Universidade de Duquesne reuniam-se para oração e conversas sobre a fé. Eram católicos dedicados a atividades apostólicas, mas, ainda assim, insatisfeitos com a sua experiência religiosa. Em razão disso, decidiram começar a orar para que o Espírito Santo se manifestasse neles.

Querendo vivenciar a experiência com o Espírito, foram ao encontro de William Lewis, sacerdote da Igreja Episcopal Anglicana, que por sua vez os levou até Betty, que fazia em sua casa uma reunião de oração pentecostal.

Em 13 de janeiro de 1967, Ralph, sua esposa Pat, Patrick e Willian vão à casa de Flo Dodge, paroquiana Anglicana de William Lewis, para assistir a reunião. Em 20 de janeiro assistem mais uma reunião e suplicam que se ore para que eles recebam o "Batismo no Espírito Santo".

Ralph recebe o suposto dom de línguas (fenômeno chamado no meio acadêmico de glossolalia). Na semana seguinte, a fevereiro de 1967, Ralph impõe as mãos para que os quatro recebam o denominado batismo no Espírito.

Em janeiro de 1967, Bert comunica a universitários de Notre Dame, South Bend, Indiana o que teria ocorrido em Pittsburgh. Em fevereiro, antes do retiro de Duquesne, Ralph vai a Notre Dame e conta suas experiências. Em quatro de março, um grupo de estudantes se reúne na casa de Kevin e Doroth . Um professor de Pittsburgh partilha a experiência de Duquesne, e em 5 de março de 1967 o grupo pede a imposição de mãos para receber o Espírito Santo.

Após a Semana Santa, realizou-se um retiro em Notre Dame para discernir o que seu Deus supostamente estaria querendo com essas manifestações. Participam professores, alunos e sacerdotes. 40 pessoas de Notre Dame e 40 da Universidade de Michigan.

RCC NO BRASIL

No Brasil a Renovação Carismática teve origem na cidade de Campinas - SP, através dos padres Haroldo Joseph e Eduardo).

Os rumos que a Renovação Carismática tomará a partir de Campinas serão diversos, expandindo-se rapidamente pela maioria dos Estados brasileiros. No início, a Renovação atingiu os líderes já engajados em movimentos como Cursilho, Encontros de Juventude, TLC, etc, e foi se ampliando gradativamente como uma nova “onda” de doutrinação com identidade própria .

Em 1972, Pe. Haroldo escreve o livro Sereis batizados no Espírito, onde explica o que vem a ser o “Pentecostalismo Católico”. Sendo uma das primeiras obras publicadas no país sobre o movimento, trazia orientações para a realização dos retiros de “Experiência de Oração no Espírito Santo”, que muito colaboraram para o surgimento de vários grupos de oração.

Em estimativa feita no final do ano de 2005, junto às coordenações estaduais da RCC, contabilizou-se como aproximadamente 20.000 o número de grupos de oração em todo o Brasil, isto sem contar as comunidades de vida, de aliança, associações e inumeráveis outras atividades de apostolado, ligadas à RCC.

CARACTERÍSTICAS E DOUTRINA

Em termos de doutrina a RCC afirma seguir a Bíblia, o Catecismo da Igreja e todas as demais diretrizes da Igreja entre elas os dogmas já fixados no catolicismo romano, como a crença na intercessão dos santos e a imaculada Maria.

Em suas reuniões de Oração utiliza músicas de louvor, adorações e pregações.

Prega que o pecado - definido pela Igreja como um ato ou desejo contrário a vontade de Deus - é a fonte dos males vividos na sociedade atual. Ganância, egoísmo, soberba, vícios, mau uso da liberdade, etc, seriam consequências dos pecados do homem.

Defende que Jesus tem o poder de libertar e perdoar os pecados e que, para isso, basta que o homem arrependa-se diante dele e se utilize da confissão.

O bem maior que a RCC possui é a Eucaristia que é a celebração da paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo. No movimento é também presente a devoção à Santíssima Virgem Maria, mãe de Jesus, proclamando-a como bem-aventurada e pedindo sua intercessão e auxílio.

OS CARISMÁTICOS E O ESPÍRITO SANTO

Segundo à RCC, o "Espírito Santo" habita dentro de cada cristão. Seria o desejo de praticar o bem. Ele é descrito como um 'conselheiro' ou 'ajudante', o Espírito Santo paráclito guiando-os no "caminho da verdade e da justiça".

A Renovação carismática da uma ênfase especial nas obras do "Espírito Santo". Segundo à RCC os 'Frutos do Espírito' (os resultados da sua influência) são "amor, gozo (ou alegria), paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança" (Gálatas 5:22). Ainda de acordo com a RCC, ele também concede dons (habilidades) aos Cristãos tais como os dons carismáticos de profecia, línguas, discernimento, sabedoria, cura, fé, milagres, e ciência. Embora alguns Cristãos acreditem que isto apenas aconteceu nos tempos do Novo Testamento, a RCC acredita que hoje estes dons estão novamente sendo concedidos.

Desse modo, nos grupos de oração da RCC é muito comum o uso do "dom de línguas". Também não é raro serem alegadas visões e profecias de origem sobrenatural que transmitiriam mensagens de Jesus, do Espírito Santo ou de Maria. Às vezes chegam a ser alegadas a realização de curas espirituais ou físicas e outros milagres.

EFUSÃO NO ESPÍRITO

Segundo a RCC, a Efusão no Espírito Santo é uma experiência que normalmente decorre de um momento de oração e pela qual a pessoa adquire um novo e apurado senso de "valor espiritual". A partir desse momento o "Espírito Santo" passaria a orientar a vida da pessoa, confirmando verdades interiores e até modificando posturas diante dos homens e do mundo. Como primeiro resultado deste 'batismo' verificar-se-ia o desejo pela oração e pela vida na Igreja.

Fala-se também em proliferação de eventos sobrenaturais (ideias, fatos, nomes, condutas, pensamentos), tomados como revelações divinas (dons espirituais).

Segundo a teologia católica, toda pessoa recebe o Espírito Santo por ocasião do sacramento do Batismo. A Igreja não define a necessidade de um segundo batismo, conforme a profissão de fé do Credo Niceno: "Professo um só batismo para remissão dos pecados". Sendo assim, o 'Batismo no Espírito Santo' como entendido pela RCC, não é um sacramento nem um requisito para a Salvação.

Ele seria uma renovação do contato com Deus que fora adquirido originalmente pelo batismo, um auxílio para uma vivência da fé mais próxima da anunciada no evangelho e o catalisador de uma vida de oração mais intensa. Entende-se que esse batismo no Espírito Santo não seja uma invenção da RCC, mas parte dos primórdios do nascimento da Igreja.